A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) participou, nesta terça-feira (15), do programa “O Dia em 30 Minutos”, da TV 247. Na entrevista, a parlamentar analisou os recentes embates no Supremo Tribunal Federal (STF), criticou o que classificou como tentativas de instrumentalização política do Judiciário em período eleitoral e destacou projetos de seu mandato no combate à misoginia, ao racismo e aos discursos de ódio.
Ao comentar os conflitos públicos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, Carol Dartora defendeu que o debate sobre o Supremo não seja contaminado pela disputa eleitoral.
“O que tem que ficar nítido para as pessoas é que o ministro Alexandre de Moraes não é candidato a presidente”, afirmou.
Para a deputada, a exploração política dos conflitos institucionais contribui para desviar a atenção de questões que precisam ser enfrentadas pela sociedade. Carol também destacou na entrevista que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem envolvimento com a crise no Supremo.
Misoginia também é violência
Primeira deputada federal negra eleita pelo Paraná, Carol Dartora dedicou parte da entrevista à defesa de medidas mais rigorosas contra a misoginia, especialmente no ambiente digital.
A parlamentar defendeu a aprovação de propostas que criminalizam a misoginia e chamou atenção para a relação entre a disseminação de discursos de ódio contra mulheres e a violência de gênero.
“É fundamental a gente criminalizar a misoginia no nosso país. Uma das coisas que mais mata é a misoginia explícita. Infelizmente, a gente está num país muito machista ainda, em que mulheres morrem apenas por serem mulheres”, afirmou.
Segundo Carol, grupos organizados em ambientes digitais disseminam conteúdos misóginos, naturalizam a violência contra mulheres e contribuem para um ambiente de hostilidade que ultrapassa as redes sociais.
A deputada também criticou propostas que, segundo ela, representam retrocessos no enfrentamento ao racismo e defendeu limites claros entre liberdade de expressão e discurso de ódio.
“Não podemos chamar de liberdade de expressão aquilo que ataca a humanidade e a dignidade de outras pessoas. Discurso de ódio, racismo e violência contra grupos vulnerabilizados precisam ser enfrentados pelo Estado”, afirmou.
Racismo, educação e redes sociais
Na entrevista, Carol reafirmou que o combate ao racismo, a defesa da educação pública e a proteção dos direitos humanos estão entre as prioridades de seu mandato.
A deputada também defendeu a regulamentação das plataformas digitais e a responsabilização de quem utiliza as redes para disseminar violência, racismo e misoginia.
Para Carol, a disputa sobre os limites da liberdade de expressão precisa considerar que as redes sociais se tornaram espaços centrais de formação de opinião e circulação de informação.
“A democracia precisa ser protegida também no ambiente digital. Não podemos aceitar que as redes sejam utilizadas como território sem lei para organizar o ódio, atacar mulheres, disseminar racismo e ameaçar direitos”, destacou.
Assista à entrevista
Programa: O Dia em 30 Minutos – TV 247
Entrevistada: Carol Dartora, deputada federal (PT-PR)
Exibição: 15 de setembro de 2026
Assista à íntegra: YouTube – O Dia em 30 Minutos